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| sofia curtindo um conforto no pequenino aeroporto de Montevideo |
Montevideo na visão de uma
paulista é o paraíso sem fim, é tipo um Rio de Janeiro, mas mais sossegado no
quesito violência. Imagina um lugar cercado por um riozão sem fim, com praças
gigantes, áreas gramadas imensas disponíveis para sentar e relaxar... Aliás,
lugar para relaxar é o que não falta, você tem praias e mais praias com água
morna e tranquila; um calçadão (lá eles usam o termo “rambla”) beira-mar gigantesco
e multiuso: dá para passear de bicicleta, sentar e olhar o “mar”, se exercitar
nos aparelhos disponibilizados pelo governo (nos últimos tempos a população tem
“engrossado” – não, eles não andam mal-educados mas sim tem engordado – e
visando combater problemas de saúde decorrentes do ganho de peso, o governo tem
disponibilizado os aparelhos para facilitar o acesso as atividades físicas para
quem o desejar), tirar “n” fotos, caminhar sem pressa e, se você desejar fazer
uma parada com mais “cor local”, pode levar sua cadeira de praia, achar um
cantinho embaixo de uma palmeira e bebericar seu mate!
E que relação de dependência é
essa entre o uruguaio e o mate? Acho até que liberaram o consumo da maconha para
ver se desistiam das outras folhinhas. O mate está em todos os locais possíveis
e imagináveis. Dentro do ônibus, no shopping, mercado e nas ruas. O pessoal
anda com a garrafinha embaixo do braço e na mão a cuia. Até fiquei preocupada
que eles fiquem com os braços atrofiados de estarem sempre na mesma posição,
hehe. Há várias lojas vendendo o “kit mateiro”, muitos modelos e decorações arrojadas
nas garrafinhas de água quente.
Em nenhum momento, nenhunzinho
mesmo, me senti insegura. Cheguei a andar sozinha a noite em ruas vazias, sem
nenhuma tensão, com celular na mão e tal. Uma sensação que nunca posso
experimentar em São Paulo ou em São Bernardo, uma coisa única e particular que
deveria ser comum mas infelizmente não o é. Durante o dia também caminhei
bastante e as única pessoas que se dirigiram a mim eram moradores da região (uma
senhorinha que queria saber se eu tinha visto para qual direção o moço-amolador
de tesouras havia ido com o carro e que assustou a Sofia : - Mamãe, você viu o
que ela tinha na mão??? Uma tesoura enormeeeeee! Acho que ela queria matar o
tal amolador... - . Aí tive que explicar o que era um amolador e inocentar a
pobre velhinha!!) e alguns turistas precisando saber como chegar em algum local
ou querendo que eu os fotografasse. Nenhum “fiu-fiu” grosseiro ou aqueles
olhares bizarros de homens asquerosos. Tudo na tranquilidade. Na praia também,
bem suave! Deixei minhas coisas na areia e embora tenha ficado na neura olhando
desesperada ninguém se aproximou. Durante um banho vi um ciclista largar a
bicicleta na areia da praia urbana e relaxar por uns 40 minutos sem
preocupações....
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| pelas "calles" |







Montevideo não é uma cidade grande,
mas as atrações turísticas ficam em diferentes regiões as quais não são muito
próximas. Para chegar até elas você pode optar por táxi (muito barato e curioso:
tem um vidro que separa o motorista dos passageiros e nele tem um quadradinho
para podermos passar o dinheiro; outra coisa legal é que tem uma tabelinha que
fica pendurada próxima ao vidro e nela tem a quilometragem e o preço a ser
cobrado nas diferentes bandeiras, assim você consegue fiscalizar se o valor
cobrado é o certo ou não), uber (usamos bastante mas notei que tem alguma pane
no sistema deles lá, sempre o motorista parava num lugar diferente daquele no
qual eu estava quando pedia o carro) e ônibus (pegamos alguns e foi bem
tranquilo, andamos sentados com exceção de uma única vez mas mesmo assim não foi
um problema porque o “estar cheio” do veículo passava longe do “estar cheio” de
um ônibus em SP. O preço é de boa, cerca de 3,70 temers. Não consegui entender
direito, mas eles têm duas tarifas diferentes, depende do ônibus que você pegar,
mas a diferença também não é grande coisa, alguns centavos apenas.). Andamos
uma única vez de táxi e não gostei porque o motorista sabia muito sobre o
Brasil e nos fez perceber como a nossa situação política e a inércia em relação
a mesma nos coloca em uma situação vergonhosa perante nossos vizinhos. Sim, eu
sei que está tudo uma m*rda mas não quero lembrar disso durante meu monto de
descanso anual. >=( Para finalizar: infelizmente não tem metrô, o meio de
transporte que considero o melhor para conhecer uma região devido a facilidade
das paradas. Mas também não foi um problema pois em Montevideo existe um
aplicativo super útil que te fala em que ponto e qual ônibus pegar, chama-se “cómo
ir”. Outra opção é o próprio maps do google, você vai acompanhando o caminho
que o ônibus está fazendo e quando estiver próximo do destino é só descer e
caminhar um pouco. Optamos bastante por essa última tecnologia assim foi
possível conhecer um pouquinho mais da cidade.
Montevideo é antiga e tem uma
arquitetura maravilhosa. Para mim que sou viciada em “coisas velhas” foi uma
parada muito louca, não sabia para que lado olhar. Só caminhar sem destino já
torna-se uma experiência e tanto. As ruas são em sua maioria retas com calçadas
largas, bastante espaço para os pedestres. A sujeira que vi nas calçadas eram oriundas
das árvores, basicamente folhas e galhos. Lá os lixos das casas não ficam
jogados nas ruas a mercê dos cachorrinhos. Há caçambas verdes (na região
central algumas foram decoradas com grafites) e fechadas nas quais as pessoas
deixam o lixo até a coleta ocorrer, elas estão distribuídas pelas ruas,
acredito que distem cerca de 400 metros umas das outras. Agora para os amantes
de animais: não vi nenhum abandonado pelo caminho!! Percebe-se uma predileção por
cães mas todos estavam com seus donos. Moradores de rua também são
pouquíssimos, um dia peguei para contar os que ia encontrando durante uma
visita ao centro e contabilizei quatro. Mas em contrapartida vi algumas pessoas
procurando coisas nas caçambas que citei acima... Pobreza zero não rola, mas
que a situação é melhor do que no Brasil não preciso nem dizer.... Uma coisa
que senti falta são os vendedores ambulantes, sabe aquele anjo que no sol de 40
graus aparece vendendo água geladinha dentro de um isopor? Não existe!!!! E
aquele que aparece com salgadinhos e bolachinhas no parque por preços
imbatíveis? Pois é, também não existe!!! O único vendedor que vi num farol
vendia (pasmem) esponjinhas de lavar a louça!!!!!!!!!! =( Nem na praia tinha o
santo vendedor de água, o máximo que aparecia por lá era o sorveteiro e um
vendedor de pizza (?!).
Em todos os outros textos citei a
dificuldade em encontrar uma alimentação gostosa. Os preços são semelhantes aos
nossos após a conversão monetária, mas a qualidade.... Pedi uma pizza e veio
uma semelhante a da pizza hut se a pizza hut tivesse eu como pizzaiola, pequeno
detalhe! Nesse mesmo pedido veio as famosas “fainas” que são massinhas de grão
de bico assadas, delas eu gostei. Fui bastante no Burger King, lá tinha um
lanche de frango empanado que era uma delícia. Cozinhar em casa também é uma
opção, íamos em mercado chamado Devoto e nele era possível encontrar muitos
itens alimentícios, linguiças diferentes, carnes, queijos, massas, ervas
frescas para molhos, legumes e vegetais lindos, além de vinhos, muitos
vinhos... Agora uma coisa boa e indispensável por lá são os helados, nhami!! Aproveitem!!
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| caminhadas noturnas |
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| uma ideia digna de nobel da paz: alfajor helado |
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| sofia experimentando um "desengrossador" |
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| pizza e fainas |
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| água morninha |
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| sofia chocada com o tamanhão do pancho |
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